terça-feira, 19 de março de 2019

MPF quer Pezão e empresários respondendo presos a processo por corrupção

O Ministério Público Federal (MPF) manifestou ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) que Luiz Fernando Pezão, ex-governador do Rio de Janeiro, os irmãos César Augusto e Luís Fernando Craveiro de Amorim, sócios da High End Home Theater, e Marcelo Santos Amorim, operador financeiro de Pezão, não devem ser beneficiados com a libertação provisória ou medidas alternativas à prisão. Eles estão presos desde novembro, quando foi deflagrada a Operação Boca de Lobo, e respondem por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Para o MPF, esses crimes envolveram pagamentos de quase R$ 40 milhões em propina para Pezão e outros acusados.

Os habeas corpus em nome deles serão julgados pela 1ª Turma do TRF2 nesta quarta-feira (20). Em pareceres sobre os habeas corpus, o Núcleo Criminal de Combate à Corrupção (NCCC) do MPF na 2ª Região (RJ/ES) pediu a manutenção das prisões preventivas dos quatro, de modo a garantir a aplicação da lei penal e para uma eventual soltura não afetar o curso do processo. A magnitude dos danos causados é citada como uma prova do risco concreto de uma libertação para a ordem pública.

HCs 0000619-68.2019.4.02.0000 (Pezão), 0000600-62.2019.4.02.0000 (Cesar Amorim), 0000791-10.2019.4.02.0000 (Luis F. C. de Amorim) e 0000728-82.2019.4.02.0000 (Marcelo S. Amorim)

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