segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Governo Dilma: Peça de ficção

A mensagem da presidente Dilma lida na reabertura dos trabalhos do Congresso na quinta-feira (2) não convenceu deputados tucanos. Na visão dos parlamentares, há muita promessa e pouca disposição em resolver problemas que afetam o Brasil. O líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), destaca que as promessas do ano passado não foram executadas, aumentando a descrença no discurso da petista.

Assistimos uma peça de ficção, a tomar pelo que vimos um ano atrás”, avalia. Em 2011, Dilma prometeu fazer a reforma tributária, que não saiu do papel. “Se a presidente teve boas intenções no texto lido hoje, podemos constatar absoluto grau de ineficiência, pois há enorme diferença entre o que foi dito e efetivamente apresentado ao longo do ano passado.”

Documento do Planalto é uma confissão oficial do fracasso do primeiro ano de mandato

Ex-líder da bancada, o deputado Duarte Nogueira (PSDB/SP) mostra ceticismo sobre a execução de ações do Planalto. “Há muita promessa para pouco resultado. Existe uma repetição do que se fez no ano passado, inclusive com o destaque para o aumento da transferência de renda. Nada contra o programa, mas o país não pode só concentrar as suas atenções nestas questões.”

Para o tucano, está na hora de investir em estradas, portos e aeroportos. Ele defende ainda aplicações em saúde, segurança e educação. E aponta que as despesas com a máquina pública aumentaram 13% em 2011, enquanto o Brasil cresceu 3%. Para piorar, segundo Nogueira, houve diminuição dos investimentos em mais de 20%, numa comparação com 2010.

O deputado Emanuel Fernandes (PSDB/SP) também não acredita em gestão austera. A mensagem passa a impressão de que foi encaminhada ao Congresso apenas por obrigação, acrescenta. “Pareceu-me para cumprir tabela. Uma série de boas intenções e de coisas incoerentes”, ponderou. Ele torce para que o Brasil cresça e não fique estagnado.

Para Vaz de Lima (PSDB/SP), a mensagem só mudou de data. Na visão dele, são novas promessas que não serão cumpridas. “Muito daquilo que estava na carta do ano passado não aconteceu. Saio daqui desalentado. Esperava um pouco mais”, afirmou. Vaz de Lima está preocupado com o rumo da economia brasileira.

Perspectivas

Quanto ao ano Legislativo, iniciado nesta quinta, Bruno Araújo pede para o governo cumprir o que foi estabelecido. Ele espera por um ano produtivo nas votações até o dia 17 de julho. “É importante que, no primeiro semestre, possamos produzir o que for de comum acordo com o máximo de qualidade”, ressaltou. Araújo defende o debate do Código Florestal, da divisão dos royalties do petróleo e do fundo de previdência complementar do servidor público.

Reportagem: Artur Filho

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