A prefeitura do Rio priorizou e realizou um enorme avanço nessa matéria. Em 1992 eram 15 mil matrículas nos dois anos da Pré-Escola. Em 2008 eram 86.380, incorporando em cada ano mais 36 mil crianças.
Esse quadro e essa tendência, infelizmente, mudaram e regrediram. Os números são oficiais, bastando visitar o site da própria secretaria municipal de educação (2013), ou o relatório do Tribunal de Conta (2008). Em 2008 eram 86.380 alunos matriculados na Pré-Escola (4 e 5 anos), nas escolas da prefeitura do Rio. Agora em 22 de março de 2013 foram 72.431 alunos matriculados.
Ou seja: menos 13.949 matrículas ou menos -16,1%.
No total da rede municipal do Rio (Pré-Escola + Ensino Fundamental), a queda foi de 7,6%, ou menos 49.446 matrículas. No primeiro segmento (primeira a quinta séries), eram 321.364 alunos matriculados em 2008 e agora em março de 2013 são 292.210 alunos, ou menos 29.154 matrículas, ou menos –9%. No segundo segmento em 2008 eram 241.230 alunos matriculados e agora em março de 2013 são 234.895, ou menos 6.343 matrículas, ou menos –2,6%.
O jornal Extra –de maior circulação no Rio- publicou matéria no domingo (05) afirmando: "Número de menores no tráfico aumentou após a pacificação. Detenções subiram 122% em 4 anos de 2.272 em 2009 para 5.042 em 2012.” Mas a causa certamente não é a presença das UPPs, ao contrário, a causa é a privatização da educação pública e, em especial, a desmontagem da Pré-Escola e a perda de matrículas na Educação Fundamental explicada pela “idebização” da educação pública e pela visão seriada e elitista.
Jornal Extra / Ex-Blog Cesar Maia

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