Sob pressão de manifestantes que não dão trégua na campanha pelo seu
impeachment, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), agora se empenha em
impedir a implosão da aliança política que o sustenta desde o início do primeiro
mandato, em 2007.
Mesmo enfraquecido, ele iniciou contatos para impedir que o PT deixe a
administração estadual - onde tem duas secretarias e cerca de 150 cargos de
confiança - e abra caminho para a candidatura do senador Lindbergh Farias (PT) à sua sucessão. Cabral age
paralelamente à Direção Nacional do PT, que também trabalha para impedir
qualquer rompimento e ainda sonha com possibilidade de dois palanques - um
petista, outro peemedebista - no Estado para a campanha de Dilma Rousseff à
reeleição.
O PT, no entanto, reafirmou a disposição de lançar candidato próprio, rompendo a
aliança - tema que Cabral prefere discutir no que vem.
Cabral recebeu os petistas para duas conversas no Palácio Guanabara. Nem tudo, porém, foi tranquilo na conversa. Cabral questionou posições do PT na Assembleia Legislativa fluminense, como a
iniciativa de alguns parlamentares de assinar o pedido de CPI da Região Serrana,
para apurar supostas irregularidades na aplicação das verbas para recuperação
dos danos causados pelas chuvas. Esse apoio petista a investigações contra o
governo "é ruim", afirmou, pedindo que o PT chegasse a um "entendimento" sobre o
assunto.
Depois do encontro, o governador telefonou aos parlamentares pedindo
explicitamente a retirada do pedido de CPI. O projeto já tem assinaturas
suficientes, mas apoios podem ser retirados até terça-feira.
No PT, Lindbergh trabalha no sentido inverso ao de Cabral. Seu grupo estabeleceu
o início de setembro como prazo final para decidir pela saída do governo
estadual. O discurso é que há muitos políticos em outros partidos tentados a
seguir o senador, mas, para concorrer em 2014 eles teriam de mudar de sigla até
o começo de outubro - daí a necessidade de o PT deixar o governo para preparar a
candidatura.
Há, no entanto, outro cálculo possível. O próprio Lindbergh não poderá mais
se candidatar por outro partido, após o prazo limite, e o PSB já lhe ofereceu a
legenda. A insistência do parlamentar para que o PT deixe o governo seria uma
forma de testar o compromisso do comando nacional petista com sua candidatura, a
tempo de, se necessário, trocar de partido para disputar o governo. Um de seus
problemas é a disposição da cúpula do PT de dar r a última palavra no assunto.
Lindbergh ignora apelo de Lula e ataca Cabral e Pezão na Baixada
O senador Lindbergh pôs fim à tregua dada ao governado do Rio e ao vice, ambos do PMDB. Após evitar confrontos públicos, a pedido do ex-presidente Lula, o potencial candidato do PT ao governo do Rio voltou a atacar os adversários em evento no último sábado, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Lindbergh mirou em políticas da atual administração, como a segurança pública.
Lula queria que Lindbergh evitasse bate-boca com Cabral e Pezão, que deverá ser o candidato à sucessão do PMDB a governador, pois o PMDB é o principal aliado de Dilma no Congresso. O objetivo de Lula era o de impedir o agravamento da situação entre as siglas no Rio.
Ontem, o presidente regional do PMDB, Jorge Picciani, reafirmou que se Lindbergh mantiver a pré-candidatura, o PMDB não apoiará, no estado do Rio, a campanha de Dilma à reeleição.
Estadão. Confira a íntegra AQUI - O Globo. Confira a íntegra AQUI
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