Pesquisadores e professores de instituições do Brasil e do
exterior estarão reunidos de 10 a 12 de setembro no II Workshop sobre
Desenvolvimento Sustentável em Ambiente de Montanha e no I Seminário sobre
Desenvolvimento Territorial Endógeno, em Nova Friburgo, na região serrana
fluminense. Os principais objetivos do evento são discutir e integrar aspectos
da agricultura que é praticada em ambientes montanhosos, de forma a contribuir
para a elaboração de políticas públicas que estimulem a adoção de práticas
agrícolas sustentáveis nestas áreas, em especial na região serrana fluminense.
Temas como “O novo código florestal e os ambientes de
montanha”, “ Desafios e perspectivas da agricultura agroecológica de montanha
na região serrana do Rio de Janeiro”, “Pagamento por serviços ambientais no
desenvolvimento dos ambientes de montanha” e “Experiências da Embrapa em
ambientes de montanhas fluminenses” estão entre os assuntos a serem discutidos
nos três dias de evento. O workshop e o seminário estão abertos a participação
de professores, pesquisadores, extensionistas, técnicos agrícolas e
formuladores e executores de políticas públicas.
Pesquisa em ambientes
de montanha
A tragédia ocorrida em janeiro de 2011 na região serrana
fluminense comprova a necessidade urgente de um olhar específico e diferenciado
para os ambientes de montanha no país. Mas apesar da importância desses
ecossistemas, das questões sociais, ambientais e econômicas relacionadas à sua
exploração, inexistem no Brasil grupos de pesquisa interdisciplinares focados
no seu estudo.
Para a pesquisadora Adriana Aquino, do Núcleo de Pesquisa e
Treinamento de Agricultores da Embrapa, em Nova Friburgo, é fundamental gerar
conhecimentos e tecnologias para o desenvolvimento sustentável dessas regiões e
conciliar a produção econômica frente a legislação das APPs que considera essas
áreas impróprias para cultivo.”Além de geradoras de serviços ambientais, essas
áreas são mais sensíveis a qualquer mudança do clima, tornando-se importante
indicador dessa variação”, afirma a pesquisadora.
As montanhas são ecossistemas frágeis e sensíveis às
mudanças por causa do relevo, dos solos rasos e da variabilidade geológica.
Algumas das ameaças constantes são desmatamento, erosão, queimadas, perda da
diversidade biológica, mineração, poluição e seca dos rios e nascentes,
pressões da indústria, transporte e turismo, expansão urbana sem planejamento,
como também a produção agrícola com tecnologia inapropriada. ”Essas áreas são
extremamente vulneráveis às mudanças climáticas e ao desequilíbrio ecológico,
tanto natural, quanto provocado pelo ser humano e, devido às suas
características, esses ecossistemas e as pessoas que neles vivem correm um
risco maior de enfrentarem deslizamento de solo, estiagem e enchentes”,
ressalta Adriana.
As montanhas representam 16,91 % do território nacional e
desde 2002 é considerado Ponto Focal na Convenção da Biodiversidade Biológica
(http://www.onu-brasil.org.br/doc_cdb.php), da qual o Brasil é signatário.
Serviço:
Data: 10, 11 e 12/09/2013 (3ª, 4ª e 5ª feiras)
Local: Teatro Municipal de Nova Friburgo (Praça do Suspiro
s/nº (teleférico)/Nova Friburgo-RJ
Inscrições gratuitas: cnpab.montanhas@embrapa.br
Vagas limitadas
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