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| Foto: Paulo Filgueiras |
Importante pólo agrícola do Estado do Rio de Janeiro, Nova
Friburgo, na Região Serrana, é atualmente reconhecido pela grande produção de
olerícolas, flores de corte, frutas, criação de trutas, além da produção
agroindustrial e do cultivo de alimentos orgânicos. Agricultores de seis
microbacias do município – Barracão dos Mendes, Conquista, Pilões, Santa Cruz,
São Lourenço e São Pedro da Serra – estão aumentando sua produtividade graças à
adoção de práticas sustentáveis incentivadas pelo Programa Rio Rural, da
secretaria estadual de Agricultura. Nas seis áreas priorizadas, já foram
liberados mais de R$ 3,7 milhões em recursos não reembolsáveis, diretamente
para os produtores familiares.
Na localidade Fazenda Campestre (microbacia São Lourenço), a
família do agricultor Ailton Gomes da Silva é uma das beneficiadas pelo
programa. Há mais de 40 anos na região, o produtor e dois filhos se dedicam às
lavouras de tomate, couve-flor, feijão, alface, couve, brócolis e temperos,
escoados semanalmente para a capital fluminense. Com incentivo de quase R$ 6
mil do Rio Rural, foi possível adquirir equipamentos de irrigação, fazer a
correção e adubação racional do solo com esterco de galinha, calcário, torta de
mamona e farinha de osso e ainda promover a recuperação da mata ciliar do rio
que corta a propriedade, com cercamento e plantio de capim vetiver, mudas de
árvores nativas e frutíferas.
A elaboração do plano individual de desenvolvimento (PID) da
propriedade, etapa da fase de planejamento das ações do Rio Rural, ficou a
cargo da técnica agrícola Mirian Cordeiro, uma dentre os jovens rurais egressos
do Colégio Estadual Agrícola Rei Alberto I (Ibelga) que estão prestando
assessoria técnica aos beneficiários do Rio Rural no município. Ao mesmo tempo,
a família será contemplada, junto com a associação local, por um subprojeto
grupal de captação e distribuição de água potável, que beneficiará filhos de
produtores que estudam no
Ibelga.
O contato do produtor Ailton com práticas conservacionistas,
no entanto, é bem antigo. Há 10 anos ele foi estimulado pela Emater-Rio e pela
própria associação de produtores a proteger o solo do impacto direto da chuva,
utilizando a palhada do milho. Segundo o agricultor, essa técnica diminuiu
significativamente o uso de defensivos químicos. Isso ocorre porque torna a
planta mais resistente ao reduzir o estresse hídrico e aumentar a absorção de
nutrientes.
Já a filha do agricultor, Fabiane da Silva Pacheco, até
então desconhecia a possibilidade de usar farinha de osso como adubo.
“Experimentei numa variedade de tomate e notei que a planta respondeu muito
bem, ficando mais viçosa. Na colheita, houve aumento de produtividade”, disse.
Engenheiro agrônomo da Emater-Rio e assessor técnico
regional do Rio Rural, Gerson Yunes informou que as próximas microbacias a
terem liberação de recursos financeiros no município serão Cardinot,
Riograndina e Vargem Alta. “Está no planejamento do programa iniciar os
trabalhos nas microbacias Cascata, Lumiar, Macaé de Cima e Rio Bonito, ainda em
2015”, disse.
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| Foto: Paulo Filgueiras |


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