Limitar o uso que o governo federal faz do Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço (FGTS) e redistribuir os lucros do fundo aos trabalhadores
é o que defende o deputado Alexandre Baldy (GO). Segundo proposta de sua
autoria (PL 2296/15), o governo só poderá usar até 30% do lucro líquido para
financiar obras de moradia popular e saneamento básico e deverá redistribuir
aos trabalhadores o restante da parcela que ultrapassar 10% ou 15% dos ativos.
Alexandre Baldy destaca que com o decorrer dos anos o FGTS
perdeu seu principal objetivo de melhorar a condição social da população. “O
que vemos hoje é que o governo faz uma expropriação do salário do trabalhador.
No ano de 2014, o fundo teve lucro de R$ 12,9 bilhões e quanto disso foi
repassado ao trabalhador? Nada”, criticou.
Atualmente, o governo pode usar os recursos do fundo, por
exemplo, para bancar obras de moradia popular e saneamento básico. O autor da
proposta concorda com essa ação, mas propõe que o uso desse dinheiro seja
limitado a 30%. “Sou a favor que apenas uma parte seja disponibilizada para
esses fins. O restante deve ser redistribuído ao trabalhador, mantendo uma
reserva de 10 a 15%”, explica.
O deputado enfatiza que se o FGTS fosse depositado em uma
aplicação mais vantajosa, como um CDB-DI ou um Fundo de Previdência, o mutuário
teria dinheiro para comprar seu imóvel à vista em muito menos tempo.
“Prestações de programas como o Minha Casa, Minha Vida, cobram, juros de 6% a
7%. Ou seja, o governo remunera em 3% o dinheiro do trabalhador e cobra o dobro
de juros de quem quer comprar sua casa. É lucrar três vezes em cima do
contribuinte. Esse projeto propõe medidas adequadas, responsáveis e sobretudo,
justas”, avalia.
A proposta foi apensada ao PL4566/08, que altera o FGTS e
está pronta para análise do Plenário da Câmara dos Deputados.

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