domingo, 11 de setembro de 2016

A pílula do dia seguinte

No Brasil há mais de uma década, a pílula do dia seguinte, criada para ser um método de exceção, tem sido usada, cada vez mais, como pílula anticoncepcional, o que torna o seu uso mais do que distorcido.

Infelizmente, não me lembro de ter visto nenhum informe do governo tratando do assunto, de como tomar a pílula, os riscos, enfim. E aí, muitas moças tomam a pílula de forma totalmente equivocada, ignorando que a pílula do dia seguinte tem cargas altíssimas de hormônio, bagunça o ciclo menstrual e pode, inclusive, aumentar a chance de engravidar.

Há dois tipos de pílula do dia seguinte: a de dose única e uma outra que deve ser administrada em duas doses, com 12 horas de intervalo.

A pílula do dia seguinte não requer receita para compra em farmácia. Ela também pode ser adquirida gratuitamente nos postos de saúde.

Não se trata de um medicamento abortivo. Ela retarda a ovulação; impede que os espermatozoides alcancem as trompas para fecundação, e ainda deixa o endométrio impróprio para a fixação do óvulo.

A melhor forma de prevenção de uma gravidez indesejada continua sendo a camisinha, que também previne doenças; e também o uso regular de contraceptivos, prescritos pelo médico, ok?

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