No primeiro debate entre candidatos ao governo do Rio no segundo
turno das eleições 2018, Eduardo Paes (DEM ) e Wilson Witzel (PSC) discutiram,
entre diversos outros temas, o equilíbrio das contas públicas, diante da crise
fiscal do estado. Parceria inédita entre a Firjan e o Grupo Bandeirantes, o
evento foi parte de série que irá incluir uma sabatina com o eleito e que no
primeiro turno contou com rodada entre candidatos a vice-governador.
Mediado pelo diretor de jornalismo do Grupo Band no Rio,
Rodolfo Schneider, o evento foi transmitido ao vivo pela TV Band, Rádio Band
News FM e suas redes sociais. No Twitter, o debate ficou nos trending topics do
Rio de Janeiro, com a hashtag #debatebandfirjan. No Facebook, a live foi
encerrada com mais de 70 mil visualizações únicas e alcance de cerca de 190 mil
pessoas.
Um dos assuntos discutidos foi a disparidade entre o destino
que as verbas públicas do estado vêm apresentando e o que a população deseja.
Como apontou o cruzamento de dois estudos recém-lançados pela Firjan
(Diagnóstico do Estado do Rio e a Pesquisa Orçamento Firjan-Ibope junto à
população do estado), os fluminenses querem mais aportes em Saúde e Educação,
enquanto o governo gasta mais com custeio da máquina pública e Previdência.
Segundo Paes, o pagamento da folha e o gasto com a
previdência estão altos porque a arrecadação está baixa. “O caminho também é
sempre olhar as despesas, ver onde cortar. Não precisa aumentar impostos, mas
aumentar a arrecadação”, disse Paes, ressaltando sua experiência na Prefeitura
do Rio. Witzel também falou sobre aumento da receita: “Não adianta falar em
cortes de despesas e aumento de impostos, é preciso aumentar a receita. Para
isso, deve-se atrair investimentos, mudar o modelo econômico de concessões para
atrair dinheiro".
Segurança
No campo da segurança, outra pesquisa da Firjan serviu de
insumo para o debate: o custo da criminalidade para a indústria de
transformação fluminense atingiu R$ 8 bilhões em 2017.
Witzel defendeu a implantação de um sistema de câmeras,
principalmente nos acessos às cidades, como forma de inibir o roubo de cargas.
Disse ainda que vai combater a lavagem de dinheiro, para rastrear receptadores.
Sobre os grupos armados, afirmou que dará autorização para a polícia
"abater" quem estiver portando fuzil. Paes afirmou que, se eleito,
vai exigir contundência no combate ao crime, mas ao mesmo tempo investir em
inteligência para evitar a morte de inocentes em operações policiais. Ele disse
que contará com o apoio das Forças Armadas em algumas ações, como em territórios
dominados.
Incentivos fiscais
Questionados a respeito de benefícios fiscais, Paes disse
entender que os incentivos são uma política de desenvolvimento, desde que
empregos sejam gerados e não haja privilégios e casos de corrupção. Witzel
concordou que os incentivos fiscais são fundamentais para atrair empresas para
o Rio de Janeiro e que é preciso fazer parcerias para trazer os investimentos.
Em alguns pontos, ambos concordaram: querem melhorar a
segurança pública para incrementar o turismo; investir nas universidades
estaduais e acabar com a vistoria anual do Detran.
Os candidatos responderam a perguntas de Carlos Gross e
Sérgio Duarte, vice-presidentes da Firjan, e também de Jonathas Goulart,
coordenador de estudos econômicos da federação. Também fizeram perguntas
jornalistas do Grupo Band e o público, que participou pelas redes sociais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário