Quando o Ministro da Saúde concedeu entrevista ao Estadão dizendo que a saúde caminha para o colapso, ele já estava nos preparando para o pior. E as notícias ruins relativas à saúde já começam a surgir, como o programa Farmácia Popular que, em 2016 deixará de existir, pois o repasse para o setor será zerado.
O programa Farmácia Popular permite a compra, em farmácias credenciadas pelo
governo, de medicamentos para rinite, colesterol, doença de Parkinson, glaucoma,
osteoporose, anticoncepcionais e fraldas geriátricas. Os descontos chegam a
90% agora, porque ano que vem não terão mais.
Pela proposta encaminhada ao Congresso, fica mantido o programa chamado de
Saúde Não Tem Preço (em que o paciente não precisa
pagar por remédios para diabetes, hipertensão e asma) e também ficam mantidas as unidades
próprias do Farmácia Popular. O problema, no entanto, é que o número de unidades próprias
dessas farmácias, que já é pequeno, deve minguar mais em 2016. A previsão é de
que não ultrapasse 460 postos de venda, em todo o País.
E se você considera esse corte a gota d'água, saiba que o Governo Federal também vai tirar dinheiro das UPAs e SAMU.
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