A secretaria municipal de Saúde de Nova Friburgo, através da
subsecretaria de Vigilância em Saúde e Coordenação de Epidemiologia, realizou
na terça-feira (15) a coletiva de imprensa sobre o plano de combate ao
mosquito Aedes aegypti, vetor da Dengue, Febre Chikungunya e Zika vírus. A
coletiva aconteceu pela manhã na sede da Fundação Dom João VI, no casarão da
Praça Getúlio Vargas, 71, no Centro da cidade, e contou com a presença do
secretário municipal de Saúde, Rafael Tavares Garcia, da subsecretária de
Vigilância em Saúde, Fabíola Braz Penna, e da coordenadora de Epidemiologia,
Melânia Hoelz.
O secretário de Saúde, Rafael Tavares Garcia, iniciou a
coletiva agradecendo a presença de grande parte dos veículos de comunicação da
região e destacou o papel fundamental da imprensa na comunicação e mobilização
social. “Precisamos da ajuda de todos no combate a este mosquito. Como diz a
campanha do Governo do Estado – O perigo ficou três vezes maior – pois além da
transmissão da Dengue, este vetor transmite a Febre Chikungunya e o Zika vírus.
Neste sentido, pedimos o apoio da imprensa para divulgar a importância de
prevenção e conscientização da população no combate ao mosquito”.
A subsecretária de Vigilância em Saúde, Fabíola Braz Penna,
desmistificou os boatos que circulam nas redes sociais sobre a relação dos
casos de microcefalia com a vacinação contra rubéola. “Todas as vacinas
oferecidas pelo Ministério da Saúde são seguras e não existe nenhuma evidencia
ou relação com os casos de microcefalia. As vacinas são fundamentais para
proteger o bebê contra doenças graves. Nenhuma das vacinas administradas
durante a gestação contém vírus ou agentes vivos. Vale lembrar que as únicas
vacinas recomendadas durante a gestação são: DT; DTPA; HEPATITE B e Gripe,
quando em campanha”.
A Coordenadora de Epidemiologia, Melânia Hoelz, destacou o
aumento do número de casos de Dengue em Nova Friburgo, em 2015, assim como os
tipos de Dengue com maior ocorrência. “A Dengue ainda é a maior preocupação em
nosso município, levando em consideração o número de casos e porque também até
o momento não foi registrado nenhum caso do Zika Vírus. Sobre a Febre
Chikungunya tivemos apenas um caso importado em 2014”.
O Plano de Ação de combate ao mosquito está sendo
desenvolvido com a ajuda de toda a rede hospitalar, laboratorial, Atenção
Básica, transporte e Vigilância, para capacitar a Rede Municipal no atendimento
de uma eventual demanda de novos casos de doenças transmitidas pelo Aedes
Aegypti. Os Profissionais da rede serão periodicamente orientados e capacitados
com os informes oficiais do Ministério da Saúde e so Governo Estadual, que
estabelecem as formas e protocolos de sintomas, acompanhamento, exames a serem
realizados – fluxo de encaminhamento dos exames, notificação e suspeita de
casos. Outro ponto de destaque sobre o plano de ação será a integração de
Secretarias Municipais, como Serviços Públicos, Obras e Procuradoria para a
atuação conjunta em soluções no combate ao mosquito.
O secretário lembrou que a forma mais eficaz de prevenção é
o combate ao Aedes Aegypti, diminuindo ao máximo o número de focos. Medidas
como armazenar lixo em sacos plásticos fechados; manter a caixa d’água
completamente vedada; não deixar água acumulada em calhas e coletores de águas
pluviais; recolher recipientes que possam ser reservatórios de água parada como
garrafas, galões, baldes e pneus, conservando-os guardados e ou tampados;
encher com areia os pratinhos dos vasos de plantas e tratar água de piscinas e
espelhos d’água com cloro. Essas ações ações são importantes porque ajudam a
evitar a disseminação do vírus transmissor da doença. Outro cuidado fundamental
é a proteção individual de gestantes, com o uso de repelentes, de roupas que
previnam o contato com o mosquito e evitar exposição durante a manhã e fim da
tarde, períodos em que o Aedes Aegypti costuma atacar as vítimas.
Para fazer uma denúncia entre em contato com a Vigilância
em Saúde Ambiental pelo telefone 2543 – 6293 de 2ª a 6ª feira no horário de
08 às 17horas.


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