"O diálogo que a presidente tem que propor é ao
Congresso Nacional, que ela apresente propostas. A presidente não tem hoje
autoridade e credibilidade, pelas mentiras infinitas que lançou ao Brasil
inteiro, de dialogar com as oposições", disse o presidente tucano, Aécio Neves.
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves ressaltou na terça-feira, dia 16, que o partido não irá retroceder em sua
posição de combate ao governo Dilma Rousseff. Após a reunião com o presidente
do Senado, Renan Calheiros, dando início a definição de uma agenda de votações
do Senado este ano, Aécio Neves, que foi autor da proposta de organização de
uma pauta de prioridades das bancadas, disse que as oposições apoiarão as
medidas consideradas importantes para a população, mas permanecerão trabalhando
no combate aos erros do governo e no apoio às investigações de corrupção nas
estatais.
"Não há alteração de um milímetro sequer na posição do
PSDB. Continuaremos a combater com todo vigor esse governo que levou o Brasil à
mais grave crise econômica e social da nossa história contemporânea.
Continuaremos apoiando a fundo as investigações da Operação Lava Jato e
discutiremos sim as propostas que venham do governo, desde que venham com apoio
do PT e da base do governo", afirmou o senador em entrevista.
O presidente nacional do PSDB também criticou Dilma Rousseff
por transferir para a sociedade o alto custo dos erros cometidos pelo governo
na condução da economia nos últimos anos e reiterou que as bancadas tucanas
votarão contra a nova cobrança da CPMF. Na avaliação de Aécio, a volta do
imposto aumenta a carga tributária e terá como efeito o agravamento da crise
econômica e social no país.
"Se o governo quiser trazer a CPMF para o plenário, nos
discutiremos a CPMF, não vamos obstruir, mas vamos votar contra. Vamos mostrar
que ela amplia, aprofunda, a recessão no país, não ajuda em nada a superação da
crise. Da mesma forma que nos esperamos que eles possam votar o novo regime de
gerência das estatais, dos fundos de pensão que apresentei na Comissão de
Constituição e Justiça e a questão da partilha do pré-sal, que, me parece, já
sensibiliza alguns setores da própria base do governo", afirmou.
Aécio Neves disse também que a presidente da República
precisa convencer a sua base no Congresso a votar as medidas de interesse do
governo. O senador citou como exemplo da falta de apoio dos deputados do PT
para a reforma da Previdência. A reforma foi prometida pela presidente Dilma na
reabertura do ano legislativo, mas, em seguida, foi rechaçada pelo próprio ministro
da área.
Aécio Neves afirmou ainda que a pauta de projetos de
interesse do governo deve ser encaminhada ao Congresso, e não às oposições.
"O diálogo que a presidente tem que propor é ao
Congresso Nacional, que apresente as propostas. A presidente não tem hoje
autoridade e credibilidade, pelas mentiras infinitas que lançou ao Brasil
inteiro, de dialogar com as oposições. As propostas que estamos dispostos a
discutir serão aquelas encaminhadas pelo governo, pela base de apoio e que
venham com a sustentação dessa mesma base. Porque não é aceitável que em um
momento de agravamento da crise como estamos vivendo - e, infelizmente, essa
crise se aprofundará nos próximos meses -, termos um governo que não controla,
não diria nem a sua base, mas o seu próprio partido", criticou o senador
Aécio Neves.
Acordo para votações
A reunião dos líderes partidários na presidência do Senado
foi uma proposta sugerida pelo senador Aécio Neves ao presidente da Casa, Renan
Calheiros, para dar agilidades aos projetos considerados importantes para a
população. A proposta do presidente do PSDB é que os partidos façam um acordo
de procedimentos e criem um calendário de temas para votação, afim de evitar
perda de tempo em plenário com discussões sobre que o será discutido e votado.
"A proposta que fiz ao senador Renan, e que hoje se
concretiza com essa reunião, é que, compreendendo, por um lado um ano atípico,
um ano eleitoral, onde teremos certamente um calendário legislativo mais curto,
e, por outro lado, em face do agravamento da crise econômica, fiscal e social
por que passa o país, é necessário que o Senado dê a sua contribuição, e a
sugestão que fiz, acatada pelo presidente Renan e por todos os líderes, é que
estabeleçamos desde já, ouvidos os blocos partidários, as prioridades de cada
um desses blocos", explicou o senador Aécio Neves.
PSDB/RJ Notícias

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