O governo Dilma Rousseff não cumpriu os prazos prometidos
para adotar medidas de combate ao mosquito Aedes Aegypti e o acompanhamento dos
casos de microcefalia no país. A vistoria em todos os domicílios brasileiros e
a distribuição de 50 mil kits para detecção simultânea de zika, dengue e
chikungunya também estão atrasados, caminhando em ritmo semelhante.
O primeiro prazo estipulado para a entrega dos kits foi em
fevereiro deste ano. Depois, o Ministério da Saúde adiou para março, porém o
órgão já anunciou que poderá demorar ainda mais tempo, como revela matéria
publicada na terça-feira (15) pelo jornal O Globo.
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou que 500 mil
kits para a detecção das três doenças seriam encomendados até o fim de 2015,
mas que 10% deste total já estariam à disposição de hospitais públicos e postos
de saúde em março, o que ainda não ocorreu.
Em dezembro de 2015, também foi prometido que agentes de
saúde visitariam todas as casas do país até 31 de janeiro deste ano. Em 22 de
janeiro, o prazo foi prorrogado para o fim de fevereiro. Porém, terminado o
mês, um balanço do governo federal apontou que apenas 71,97% dos domicílios
foram vistoriados.
A justificativa do Ministério da Saúde é que a promessa não
foi cumprida porque a meta foi ampliada de 49 milhões para 67,1 milhões de
domicílios em todo país.
No último mês de 2015, ao lançar o protocolo de assistência
às crianças com microcefalia, o órgão informou que disponibilizaria aparelhos
de Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (Peate) para 737
maternidades, a um custo de R$ 35 mil por equipamento. O Peate entrou no
protocolo devido à constatação que muitas crianças com microcefalia têm
apresentado surdez congênita.
O Ministério da Saúde admite que o processo de licitação
ainda está em andamento e promete entregar os aparelhos aos estados “nos
próximos meses”.
PSDB Notícias

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