"A FAOL pediu o reajuste da tarifa com base na planilha
oficial, atualizando os valores de insumos básicos para a operação, tais como
combustível, lubrificantes, pneus e outras peças; o aumento previsto para a mão
de obra, que tem dissídio coletivo neste mês; e o custo do investimento em
novos ônibus, que aumenta o valor de depreciação e atualizando também as médias
de passageiros pagantes e gratuitos que atuam como divisor no cálculo do valor
final, tudo isso visando a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro, como
previsto no contrato de concessão.
O foco de nossa empresa é prestar um serviço de qualidade à
população de Nova Friburgo, o que fica evidenciado quando vemos os 42 ônibus
novos colocados em operação nos últimos 6 meses, medida de maior impacto dentro
de uma série de outras que já foram tomadas neste sentido e que já melhoraram
significativamente o atendimento prestado, embora saibamos que ainda há muito a
ser feito.
Com relação à nota do Prefeito Renato Bravo, a empresa
entende a aplaude a iniciativa de se criar uma comissão para discutir não só a
tarifa, como todas as demais questões que envolvem o transporte público na
cidade.
Concordamos que o valor hoje em vigor, de R$ 3,95, já é caro
para quem paga, mas ressaltamos que infelizmente o valor não é suficiente para
custear a operação nos moldes atuais. E esse é um tema que já é discutido em
todas as cidades do país, não apenas aqui.
Existem diversos itens que oneram os custos que pressionam o
aumento do preço das passagens, tais como o elevado número de gratuidades sem
fontes de custeio, a excessiva carga tributária, a falta de mobilidade nas vias
urbanas e de prioridade para os ônibus, dentre outros, que podem ser discutidos
e que, se solucionados no todo ou em partes, podem ajudar na redução do custo
operacional ou estimular o uso do transporte coletivo, trazendo de volta
passageiros que ajudarão a “dividir a conta”, com isso colaborando para a redução
do preço das tarifas.
Certamente a comissão que será criada, sob a orientação do
Prefeito, encontrará uma solução justa e equilibrada, que atenda tanto às
necessidades e expectativas da população usuária dos ônibus, quanto às da FAOL
e dos demais agentes interessados na melhoria do sistema de transportes de
nossa cidade".

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