quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Datafolha: Bolsonaro lidera e quatro empatam em disputa por 2º lugar

A pesquisa do Datafolha é um levantamento por amostragem estratificada por sexo e idade, com sorteio aleatório dos entrevistados. O universo da pesquisa é composto pelos eleitores com 16 anos ou mais do país.

Nesse levantamento no dia 10 de setembro de 2018 foram realizadas 2.804 entrevistas presenciais em 197 municípios. A margem de erro máxima é de 2 p.p. para mais ou para menos. O nível de confiança de 95%. 

Essa pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número – BR 02376/2018

Contratantes da pesquisa: Folha de S.Paulo e TV Globo


O bloqueio do registro da candidatura do ex-presidente Lula (PT), o início do horário eleitoral na TV e o atentado contra Jair Bolsonaro (PSL), na última semana, trouxeram uma nova dinâmica à disputa presidencial deste ano.

Na comparação com pesquisa realizada pelo Datafolha entre 20 e 21 de agosto, antes do horário eleitoral, Bolsonaro oscilou dois pontos, de 22% para 24%, e sua adversária mais próxima até então, Marina Silva (Rede), caiu de 16% para 11%. A ex-senadora do Acre agora aparece empatada com Ciro Gomes (PDT), que saiu de 10% para 13%, com Alckmin (PSDB), que oscilou de 9% para 10%, e no limite da margem de erro, com Fernando Haddad (PT), que cresceu de 4% para 9% na preferência do eleitorado.



A disputa traz ainda Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo com 3% cada, e Vera (PSTU), Guilherme Boulos (PSOL), e Cabo Daciolo (PATRI), com 1% cada, além de Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL), que não pontuaram. 

A taxa dos que pretendem votar em branco ou nulo caiu de 22% para 15% desde a segunda quinzena de agosto, e a de indecisos ficou estável (oscilou de 6% para 7%).


Protagonista da campanha do PT ao lado de Lula, que está preso em Curitiba, Haddad ganhou pontos em quase todos os segmentos do eleitorado, com destaque para o avanço entre os mais pobres, de 3% para 10%, no Nordeste, de 5% para 13%, e na região Sul, de 2% para 8%. Entre os nordestinos, o petista agora empata com Bolsonaro (que se manteve com 14%) e Marina (que caiu de 19% para 11%), e fica numericamente atrás de Ciro, que também avançou na região (de 14% para 20%).

NA LIDERANÇA DA CORRIDA ELEITORAL, BOLSONARO TAMBÉM ENFRENTA A REJEIÇÃO MAIS ALTA

Jair Bolsonaro é o candidato mais rejeitado entre os eleitores brasileiros: 43% não votariam nele de jeito nenhum. Seu nome enfrentae resistência acima da média entre as mulheres (49%, contra 37% no eleitorado masculino), na fatia dos mais jovens (55%), entre eleitores com curso superior (48%) e na região Nordeste (51%).

A segunda candidatura mais rejeitada é a de Marina Silva - 29% não votariam de jeito nenhum. Na sequência aparecem Alckmin (24%), Haddad (22%), Ciro (20%), Vera (19%), Cabo Daciolo (19%), Eymael (18%), Boulos (17%), Meirelles (17%), Amoêdo (15%), Goulart Filho (15%) e
Dias (14%). 


Há ainda 5% que rejeitam todos, 2% que não rejeitam nenhum deles e 6% que não opinaram sobre o tema.

NO 2º TURNO, BOLSONARO PERDERIA PARA MARINA, ALCKMIN E CIRO

Nas simulações de 2º turno realizadas pelo Datafolha, Bolsonaro perde para Alckmin, Marina e Ciro, e empata com Haddad. A candidatura de Marina também perdeu terreno nas simulações de 2º turno, e Ciro foi quem mais avançou frente a adversários diretos.

Se o 2º turno fosse disputado entre Marina e Bolsonaro, a ex-senadora teria 43% das intenções de voto, ante 37% de Bolsonaro.

Votariam em branco ou nulo 18%, e 2% não opinaram. Na comparação com agosto, diminuiu a vantagem da candidata da Rede, que tinha 45%, para o presidenciável do PSL, que tinha 34%.

O confronto direto entre Ciro e Bolsonaro mostra, agora, vantagem do pedetista, com 45% das intenções de voto, sobre o adversário, apontado por 35%.  Há ainda 17% que votariam em branco ou
nulo (eram 23% em agosto), e 3% sem opinião.

Na disputa entre Alckmin e Bolsonaro, o ex-governador de São Paulo também aparece à frente do adversário (43% a 34%), com 20% optando por votar em branco ou anular, além de 3% que não responderam. 

Apesar de ser o único entre os principais candidatos a não bater Bolsonaro na simulação de 2º turno, Haddad ganhou terreno na disputa contra o candidato do PSL: em agosto, Bolsonaro vencia por 38% a 29%; hoje, há empate, com Bolsonaro no mesmo patamar desse levantamento anterior (38%), e o petista em crescimento (39%). Nesta disputa, 20% votariam em branco ou anulariam (no levantamento anterior, 28%), e 3% preferiram não opinar.

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