Nesse levantamento no dia 10 de setembro de 2018 foram
realizadas 2.804 entrevistas presenciais em 197 municípios. A margem de erro máxima é de 2 p.p. para mais
ou para menos. O nível de confiança de 95%.
Essa pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral
com o número – BR 02376/2018
Contratantes da pesquisa: Folha de S.Paulo e TV Globo
O bloqueio do registro da candidatura do ex-presidente Lula
(PT), o início do horário eleitoral na TV e o atentado contra Jair Bolsonaro
(PSL), na última semana, trouxeram uma nova dinâmica à disputa presidencial
deste ano.
Na comparação com pesquisa realizada pelo Datafolha entre 20
e 21 de agosto, antes do horário eleitoral, Bolsonaro oscilou dois pontos, de
22% para 24%, e sua adversária mais próxima até então, Marina
Silva (Rede), caiu de 16% para 11%. A ex-senadora do Acre agora aparece
empatada com Ciro Gomes (PDT), que saiu de 10% para 13%, com Alckmin
(PSDB), que oscilou de 9% para 10%, e no limite da margem de erro, com Fernando Haddad (PT), que cresceu de 4% para 9% na preferência do
eleitorado.
A disputa traz ainda Alvaro Dias (Podemos), Henrique
Meirelles (MDB) e João Amoêdo com 3% cada, e Vera (PSTU), Guilherme Boulos
(PSOL), e Cabo Daciolo (PATRI), com 1% cada, além de Eymael (DC) e
João Goulart Filho (PPL), que não pontuaram.
A taxa dos que pretendem votar em branco ou nulo caiu de 22% para 15% desde a segunda quinzena
de agosto, e a de indecisos ficou estável (oscilou de 6% para 7%).
Protagonista da campanha do PT ao lado de Lula, que está
preso em Curitiba, Haddad ganhou pontos em quase todos os segmentos do
eleitorado, com destaque para o avanço entre os mais pobres, de 3% para 10%, no
Nordeste, de 5% para 13%, e na região Sul, de 2% para 8%. Entre os nordestinos,
o petista agora empata com Bolsonaro (que se manteve com 14%) e Marina (que
caiu de 19% para 11%), e fica numericamente atrás de Ciro, que também avançou
na região (de 14% para 20%).
NA LIDERANÇA DA CORRIDA ELEITORAL, BOLSONARO TAMBÉM ENFRENTA
A REJEIÇÃO MAIS ALTA
Jair Bolsonaro é o candidato
mais rejeitado entre os eleitores brasileiros: 43% não votariam nele de jeito
nenhum. Seu nome enfrentae
resistência acima da média entre as mulheres (49%, contra 37% no eleitorado
masculino), na fatia dos mais jovens (55%), entre eleitores com curso
superior (48%) e na região Nordeste (51%).
A segunda candidatura mais rejeitada é a de Marina Silva - 29% não votariam de jeito nenhum. Na sequência aparecem Alckmin (24%), Haddad (22%), Ciro (20%), Vera (19%), Cabo Daciolo (19%),
Eymael (18%), Boulos (17%), Meirelles (17%), Amoêdo (15%), Goulart Filho (15%)
e
Dias (14%).
Há ainda 5% que rejeitam todos, 2% que não
rejeitam nenhum deles e 6% que não opinaram sobre o tema.
NO 2º TURNO, BOLSONARO PERDERIA PARA MARINA, ALCKMIN E CIRO
Nas simulações de 2º turno realizadas pelo Datafolha,
Bolsonaro perde para Alckmin, Marina e Ciro, e empata com Haddad. A candidatura
de Marina também perdeu terreno nas simulações de 2º turno, e
Ciro foi quem mais avançou frente a adversários diretos.
Se o 2º turno fosse disputado entre Marina e Bolsonaro, a ex-senadora teria 43% das intenções de voto, ante 37%
de Bolsonaro.
Votariam em branco ou nulo 18%, e 2% não opinaram. Na
comparação com agosto, diminuiu a vantagem da candidata da Rede, que tinha 45%,
para o presidenciável do PSL, que tinha 34%.
O confronto direto entre Ciro e Bolsonaro mostra, agora,
vantagem do pedetista, com 45% das intenções de voto, sobre o adversário,
apontado por 35%. Há ainda 17% que votariam em
branco ou
nulo (eram 23% em agosto), e 3% sem opinião.
Na disputa entre Alckmin e Bolsonaro, o ex-governador de São
Paulo também aparece à frente do adversário (43% a 34%), com 20% optando por votar em branco ou anular, além de 3% que não responderam.
Apesar de ser o único entre os principais candidatos a não
bater Bolsonaro na simulação de 2º turno, Haddad ganhou terreno na disputa
contra o candidato do PSL: em agosto, Bolsonaro vencia por 38% a 29%;
hoje, há empate, com Bolsonaro no mesmo patamar desse levantamento anterior (38%), e o petista em crescimento (39%). Nesta
disputa, 20% votariam em branco ou anulariam (no levantamento anterior, 28%), e
3% preferiram não opinar.



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