Por outro lado, a vacina contra o sarampo é altamente eficaz
e tem salvado muitas vidas, ao longo dos anos. As diferentes estratégias de
vacinação realizadas no Brasil e demais países das Américas foram determinantes
para a eliminação dessa doença na região e, em 2016, a América recebeu o
certificado de eliminação do vírus do seu território.
Contudo, algumas as pessoas relaxam no cuidado e não levam
as crianças a um posto de vacinação para serem vacinadas e ficarem devidamente
protegidas dessa doença. Como resultado, podem adoecer e até morrer pela
doença, o que seria evitado pela vacinação.
No Brasil, há surtos no Amazonas, no Pará e em Roraima e
casos isolados em outros 8 estados. Nos Estados Unidos, 10 estados já
reportaram casos em 2019. A Organização Mundial da Saúde divulgou que a Europa
registrou, em 2018, o maior número de casos de sarampo na década: 82.596.
O SUS oferece duas vacinas que protegem contra o sarampo: a
vacina tríplice viral, que também protege contra a caxumba e a rubéola; e a
vacina tetra viral, que protege ainda contra a caxumba, a rubéola e a varicela.
De acordo como Calendário Nacional de Vacinação, a vacinação contra o sarampo
está indicada da seguinte forma:
Pessoas de 12 meses a 29 anos de idade têm indicação para
receber duas doses de vacina contendo componente sarampo, sendo a primeira dose
aos 12 meses com a vacina tríplice viral e uma dose aos 15 meses com a vacina
tetra viral (esta dose corresponde à segunda dose da tríplice viral e à
primeira dose da varicela).
A tetra viral pode ser dada a crianças até 4 anos
11 meses e 29 dias que não tenham sido vacinadas oportunamente aos 15 meses.
Pessoas de cinco a 29 anos não vacinadas ou que estejam com esquema incompleto
devem receber a vacina tríplice viral conforme a situação encontrada. O
indivíduo é considerado vacinado quando comprovar o recebimento de duas doses
de vacina contendo componente sarampo.
Pessoas de 30 a 49 anos não vacinadas têm indicação para
receber uma dose de vacina tríplice viral.
Quem comprovar a vacinação contra o sarampo conforme
preconizado para sua faixa etária, não precisa receber a vacina novamente.
Transmissão do sarampo
O vírus do sarampo é de fácil transmissão por secreções das
vias respiratórias. Por exemplo, se alguém tossir em um ambiente pode
contaminar uma pessoa não vacinada em até duas horas depois naquele mesmo
lugar.
A transmissão pode ocorrer de quatro a seis dias antes do
aparecimento do manchas e até quatro dias após o aparecimento do exantema. O
período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o
início do exantema.

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