terça-feira, 9 de outubro de 2018

Eleições: Senado tem a maior renovação da sua história

De cada quatro senadores que tentaram a reeleição em 2018, três não conseguiram. Essa estatística marca a eleição mais surpreendente da história recente do Senado Federal. Desde a redemocratização do país, não houve um pleito que trouxesse tantas caras novas para o tapete azul do Senado. No total, das 54 vagas em disputa neste ano, 46 serão ocupadas por novos nomes — renovação de mais de 85%.

Além das trocas de senadores decorrentes das eleições parlamentares, as disputas pelos governos estaduais também movimentam as cadeiras, devido à participação de senadores que estão na metade do mandato. Duas trocas já estão garantidas e duas ainda podem ser acontecer no segundo turno. Ao todo, o Senado pode ter 50 novos nomes em 2019, o que representaria uma mudança inédita de mais de 61% da Casa.

O sucesso veio para poucos, já que apenas um quarto conseguiu. É a menor taxa de reeleição anotada nas cinco eleições pós-redemocratização que colocaram em disputa dois terços das vagas do Senado. Dos nove estados com dois senadores na disputa, nenhum viu ambos retornarem. Em cinco casos, nenhum dos dois senadores conseguiu se reeleger.

A bancada feminina no Senado poderá diminuir a partir de 2019. Atualmente são 13 senadoras, mas apenas cinco ainda terão mandato a partir do ano que vem. Uma delas, Fátima Bezerra (PT-RN), ainda disputa o segundo turno no seu estado e, caso seja eleita, deixará a Casa com uma mulher a menos (seu suplente é um homem). Oito senadoras assumirão mandatos em 2019: sete candidatas eleitas e uma suplente, Mailza Gomes (PSDB-AC), que substituirá Gladson Cameli (PP-AC), eleito para o governo estadual. Se Fátima Bezerra não retornar, serão 12 senadoras a partir do ano que vem.

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