Além das trocas de senadores decorrentes das eleições
parlamentares, as disputas pelos governos estaduais também movimentam as
cadeiras, devido à participação de senadores que estão na metade do mandato.
Duas trocas já estão garantidas e duas ainda podem ser acontecer no segundo
turno. Ao todo, o Senado pode ter 50 novos nomes em 2019, o que representaria
uma mudança inédita de mais de 61% da Casa.
O sucesso veio para poucos, já que apenas um quarto
conseguiu. É a menor taxa de reeleição anotada nas cinco eleições
pós-redemocratização que colocaram em disputa dois terços das vagas do Senado.
Dos nove estados com dois senadores na disputa, nenhum viu ambos retornarem. Em
cinco casos, nenhum dos dois senadores conseguiu se reeleger.
A bancada feminina no Senado poderá diminuir a partir de
2019. Atualmente são 13 senadoras, mas apenas cinco ainda terão mandato a
partir do ano que vem. Uma delas, Fátima Bezerra (PT-RN), ainda disputa o
segundo turno no seu estado e, caso seja eleita, deixará a Casa com uma mulher
a menos (seu suplente é um homem). Oito senadoras assumirão mandatos em 2019: sete
candidatas eleitas e uma suplente, Mailza Gomes (PSDB-AC), que substituirá
Gladson Cameli (PP-AC), eleito para o governo estadual. Se Fátima Bezerra não
retornar, serão 12 senadoras a partir do ano que vem.

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