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| Foto: Paulo Filgueiras |
Em Nova Friburgo, produtores de morango
comemoram os resultados dos investimentos em novas tecnologias. A introdução do
cultivo fora do solo vem ganhando adeptos entre os membros da Associação dos
Produtores de Morango de Nova Friburgo (Amorango). O incentivo e o
financiamento para implantação da tecnologia vem sendo feito pelo Frutificar,
programa setorial da secretaria estadual de Agricultura que fomenta a
fruticultura irrigada no território fluminense, executado com apoio da
Emater-Rio.
Proprietário de três áreas de cultivo nas localidades Vendas
das Pedras e Salinas, José Luiz Brantes, vice-presidente da Amorango, escoa sua
produção integralmente para o Rio de Janeiro e para o mercado local. O plantio
de morango suspenso começou em junho desse ano, bem próximo da agroindústria de
geleias da família. Antes, no entanto, foi necessária a adaptação de uma área
de quase 600 m² para a construção de três estufas, que receberam cerca de 6 mil
mudas da variedade americana San Andreas. “Estamos fazendo a migração gradativa
do sistema de produção. Nossa proposta é trabalhar integralmente com essa
tecnologia, que já proporcionou a diminuição de 70% do uso de defensivos
químicos na lavoura”, explicou o produtor, que aplicou recursos financeiros do
Frutificar e investimento próprio na adoção do novo sistema.
Na localidade Barracão dos Mendes, o produtor Harunori Oki,
conhecido popularmente como Júlio, começou a apostar no cultivo suspenso em
julho, introduzindo 13 mil pés das variedades San Andreas, Camino Real,
Monterey e Albion em cinco estufas. “Fiquei 10 anos sem produzir morango.
Voltei há cinco por que as condições de produção e também do mercado
tornaram-se mais atrativas. Hoje vendo tudo para o Rio”, disse.
Para o gerente estadual de Fruticultura da Emater-Rio,
Martinho Belo, a tecnologia possui inúmeras vantagens para os morangueiros e
também para as famílias de agricultores. “Com relação a produtividade, ela é
maior em relação ao método convencional devido ao controle mais eficiente de
pragas e, consequentemente, pela menor perda do alimento. Outra vantagem é que
o trabalho pode ser realizado em pé e em qualquer condição climática”,
orientou.
Por meio de linha de crédito específica para financiamento
de projetos, com juros de 2% ao ano, o Frutificar também incentiva - com
assistência técnica e apoio à comercialização - a produção de abacaxi, goiaba,
coco, pêssego, banana, laranja, tangerina, uva e limão.


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